Este relato clínico mostra como a Terapia Vibroacústica Pulmonar (VAT) foi usada como coadjuvante no tratamento de um paciente crítico (59 anos) com infecção periprotética complicada por COVID-19 e sepse. Em meio a ventilação não invasiva/invasiva, antivirais, antibióticos, corticoide e anticoagulação, sessões regulares de VAT ajudaram na drenagem brônquica e na melhora da oxigenação, contribuindo para a recuperação e alta.
O que você vai entender lendo o artigo
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O que é VAT: aplicação de vibrações sonoras de baixa frequência no tórax para auxiliar circulação, ventilação e drenagem de secreções — aqui usada com o dispositivo VibroLUNG.
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O quadro do paciente: PJI no joelho com sepse, pneumonia bilateral, múltiplas falhas orgânicas e COVID-19 confirmado por PCR; 59 dias de internação (57 em UTI).
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O protocolo de tratamento multimodal: ventilação (incluindo traqueostomia), remdesivir (suspenso por QT longo), antibióticos guiados por cultura (P. aeruginosa, Morganella, Enterobacter, Proteus), dexametasona, enoxaparina/aspirina, suporte nutricional — e VAT a cada ~4 horas.
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Resultados observados com a VAT: melhora da drenagem brônquica (visual em broncoscopia), aumento do índice de oxigenação e evolução radiológica favorável; sem eventos adversos atribuídos ao método.
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Limites e mensagem prática: sendo caso único, não prova causalidade, mas sugere que VAT pode acelerar reabilitação quando integrada a um manejo intensivo bem estruturado em pacientes com COVID-19 e comorbidades severas.
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Perspectiva do paciente: referiu a VAT como mais confortável que massagem manual e associada a alívio de tosse e melhora do bem-estar.