Esta revisão de escopo mapeia como a Terapia Vibroacústica (TVA) tem sido usada para manejo da dor em adultos — protocolos, dispositivos, parâmetros (frequência, amplitude, pulsação, loudness) e resultados. A síntese indica tendência de alívio de dor, mas grande heterogeneidade e carência de RCTs ainda impedem conclusões firmes; recomenda-se 40 Hz por ≥20 min e aplicações mais frequentes em dor aguda.
O que você vai entender lendo o artigo
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O que é TVA (vibração sonora de baixa frequência + música/escuta) e como difere de vibração mecânica (WBV).
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Panorama dos estudos: 20 incluídos (predomínio de dor crônica; alguns de dor aguda e dor experimental), amostras pequenas e contextos clínicos e domiciliares.
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Parâmetros típicos: sessões de 20–45 min; 40 Hz aparece com mais frequência; dispositivos como cadeiras/macas vibroacústicas; na maioria, com música (que pode potencializar efeito afetivo).
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Resultados: vários estudos observacionais apontam redução de dor; RCTs mostram efeitos mistos; em dor aguda há melhora ao longo do tempo, mas nem sempre significativa vs. controle; alguns relatos de menor uso de analgésico.
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Boas práticas sugeridas: reportar no mínimo frequência, amplitude, pulsação e loudness; usar 40 Hz, ≥20 min/sessão; diário para dor aguda; considerar a música para o componente psicossocial da dor.
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Lacunas: necessidade de ensaios randomizados bem delineados e de estudos qualitativos sobre a experiência do paciente para orientar protocolos clínicos.