Este artigo mostra como a audição musical pode atuar em duas frentes: como técnica clínica da musicoterapia (com objetivos e critérios terapêuticos claros) e como prática cotidiana imunogênica — isto é, promotora de saúde e bem-estar. A autora revisa conceitos (DeNora, Ruud, Small), traz evidências das neurociências e compara duas pesquisas brasileiras (gestantes em hospital e trabalhadores do CENPES) para ilustrar efeitos e boas práticas.
O que você vai entender lendo o artigo
-
Que “audição musical” é usada tanto na musicoterapia receptiva/interativa (ex.: BMGIM) quanto fora do consultório, e que o contexto muda os objetivos e resultados.
-
O sentido de “imunogênico” na Psicologia da Saúde (comportamento protetor) e por que a música pode funcionar como “imunogênese cultural” no dia a dia.
-
A importância de critérios na escolha das músicas em contexto clínico (análise musical, objetivos como relaxamento/ansiedade), em contraste com a escuta livre fora do setting terapêutico.
-
Evidências de que ouvir música ativa múltiplas redes cerebrais ligadas à emoção, cognição e sensorimotor, sustentando seus efeitos terapêuticos.
Dois cenários práticos:
-
Enfermaria de gestantes de alto risco: audição musical estruturada por musicoterapeutas para reduzir ansiedade/induzir relaxamento.
-
Ambiente de trabalho (CENPES/Petrobras): escuta escolhida pelos próprios trabalhadores, associada a foco, regulação emocional e bem-estar — um uso não-clínico com função imunogênica.
-
A distinção ética e técnica: só o uso conduzido por musicoterapeutas qualificados é musicoterapia; ainda assim, a escuta cotidiana pode gerar efeitos terapêuticos.
-