Possíveis mecanismos para os efeitos da vibração sonora na saúde humana

Este artigo mapeia, de forma didática, como vibrações sonoras de baixa frequência (≈1–250 Hz) impactam a saúde humana. A revisão organiza os efeitos em três frentes — hemodinâmica, neurológica e musculoesquelética — e explica mecanismos como liberação de óxido nítrico, coerência oscilatória a 40 Hz e reflexo de alongamento muscular, indicando aplicações clínicas promissoras e lacunas de pesquisa.

O que você vai entender lendo o artigo

  • Som = vibração mecânica: por que, no nível celular, ondas sonoras e vibração mecânica atuam de modo semelhante; formatos de aplicação (WBV/plataformas, VAT/cadeiras e macas, e pontos focais).

  • Mecanismos hemodinâmicos: vibração estimula endotélio → eNOS/NO, adrenomedulina e antioxidantes; melhora de fluxo sanguíneo e hipóteses de cardioproteção/neuroproteção; vibropercussão potencializando trombólise.

  • Mecanismos neurológicos: ativação de vias como p38 MAPK/ERK (neurogênese/diferenciação), estimulação vagal, analgesia por “gate control” e adenosina, aumento de GABA; como RSS/40 Hz pode dirigir coerência oscilatória ligada a dor, depressão, Alzheimer e Parkinson.

  • Mecanismos musculoesqueléticos: reflexo de alongamento → recrutamento motor e via Akt/mTOR (hipertrofia), ↓miostatina/atrogin-1, ↑PGC-1α; efeitos em ossos/discos; usos em COPD, idosos (sarcopenia) e DMD com boa adesão e baixo risco.

  • Terminologia & boas práticas: diferenças e interseções entre VAT, WBV e RSS; importância de relatar frequência, amplitude e padrão de pulsação e de estudos comparativos por frequência/ intensidade/ eixo de aplicação.

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